Automedicação um
perigo silencioso
A automedicação hoje é uma prática crescente no Brasil e no
mundo. Em alguns Países com sistema de saúde pouco estruturado é comum uma ida a
farmácia como primeira opção para resolver um problema de saúde já que a
maioria dos medicamentos mais consumido pela população é vendido sem prescrição
médica. E além disso medicamentos são vendidos livremente em
supermercados, armazém, empórios e até loja de conveniência.
Segundo dados do IBGE de 2004,entre as pessoas que procuram
atendimento de saúde 64 % adquiriram medicamento por conta própria. Os motivos
que levam pessoas a se automedicarem são diversos. A desigualdade das campanhas
massivas de medicamentos de grandes laboratórios contra as poucas campanhas que
tentam esclarecer os perigos da automedicação, a dificuldade e o custo de se
conseguir uma consulta médica,a cultura popular,a falta de orientação através
de programas educativos são algumas das razões que levam inúmeras pessoas no
Brasil e no mundo a utilizarem o medicamento mais próximo.
É preciso acordar para este problema, a automedicação pode
mascarar sintomas da fase inicial da doença,causar patologias e até levar a
morte. Medicamento precisa ser prescrito pelo médico e única e exclusivamente
para você e naquele momento,não adianta
guardar uma prescrição e querer usar quando tiver um sintoma parecido. Dúvidas
em relação ao medicamento devem ser tiradas com um farmacêutico que é o
profissional mais gabaritado por
conhecer a fundo a farmacoterapia, farmacocinética, farmacodinâmica e interações
dos medicamentos.
Um trabalho de conscientização á população e uma parceria
entre os profissionais de saúde é o caminho para minimizar o problema, já que
erradica-lo parece ser uma grande realidade impossível como sintetizou Hipocrates
“Toda vez que um individuo diz que segue exatamente o que peço, está mentindo”. É
preciso tomar partido dessa perigosa realidade,divulgar e informar dos perigos
e riscos da automedicação é sem dúvidas um dever de todos.